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CSIRT, quem é essa galera e quando entram em ação?

BLOG-CIBERSEGURANÇA

Imagine a seguinte cena: o sistema da empresa começa a ficar lento. De repente, um arquivo não abre. Dois minutos depois, surge aquela tela vermelha clássica de um Ransomware avisando que seus dados foram sequestrados. O pânico se instala no escritório.

Nesse momento, quem você chama? O suporte de TI? O síndico? O Batman?

É aqui que entra o CSIRT. Se a cibersegurança fosse um filme de ação, essa galera seria a equipe de elite que desce de rapel no prédio para desarmar a bomba enquanto todo mundo corre para a saída de emergência.

Neste artigo, vamos desvendar quem é essa equipe, o que eles fazem de verdade e por que sua empresa (ou seus clientes) precisa deles para ontem.

Afinal, o que significa CSIRT?

A sigla vem de Computer Security Incident Response Team (Equipe de Resposta a Incidentes de Segurança Computacional).

Em termos simples: é um grupo de especialistas focado exclusivamente em receber, revisar e responder a eventos de segurança. Eles não estão lá para instalar impressora ou configurar e-mail; o foco deles é o "combate" a ameaças.

CSIRT vs. SOC: Qual a diferença?

Muita gente confunde os dois, mas existe uma distinção importante:

Quem faz parte dessa "Galera"? (Os Personagens)

Um CSIRT não é feito só de "hackers de capuz". Para funcionar, o time precisa de habilidades multidisciplinares:

  • O Líder (Incident Manager): O maestro. Ele decide as prioridades, fala com a diretoria e garante que o plano seja seguido.

  • Analistas de Resposta: Os "mãos na massa". Analisam logs, identificam o tipo de ataque e executam os bloqueios.

  • Especialista em Forense: O detetive. Ele preserva evidências para entender como o invasor entrou e o que ele levou (essencial para fins legais e LGPD).

  • Comunicação e Jurídico: Sim, eles são vitais! Alguém precisa saber o que dizer aos clientes, à imprensa e às autoridades reguladoras sem expor a empresa ainda mais.

Quando eles entram em ação? (O Ciclo de Vida)

O CSIRT não trabalha apenas "no susto". Eles seguem um ciclo baseado em frameworks internacionais (como o NIST e o SANS). Veja como funciona a dinâmica deles:

1. Preparação (O Treinamento)

Antes do caos, o CSIRT cria os Playbooks. Se o ataque for de Phishing, fazemos X. Se for DDoS, fazemos Y. Eles garantem que todas as ferramentas de análise e backups estejam prontos.

2. Detecção e Análise (O "Opa, tem algo errado!")

O alerta chega (geralmente vindo do SOC). O CSIRT analisa se aquilo é um Incidente Real ou um falso positivo. Eles determinam a gravidade: "Isso é um fósforo riscado ou o prédio está pegando fogo?".

3. Contenção, Erradicação e Recuperação (O Combate)

Esta é a hora da ação:

  • Contenção: Isolar os sistemas afetados para o vírus não espalhar (como colocar um paciente em quarentena).

  • Erradicação: Remover a ameaça, deletar malwares e fechar as brechas que o atacante usou.

  • Recuperação: Restaurar sistemas a partir de backups seguros e monitorar se o "invasor" tenta voltar.

4. Atividades Pós-Incidente (A Autópsia)

Depois que a poeira baixa, a equipe se reúne para as Lições Aprendidas. O que falhou? O que funcionou? Como podemos impedir que isso aconteça de novo? Aqui, o incidente vira conhecimento.

Por que sua empresa precisa de um CSIRT (mesmo que seja terceirizado)?

  1. Velocidade é Dinheiro: Quanto mais tempo um invasor fica na rede, maior o prejuízo. O CSIRT reduz drasticamente o Dwell Time (tempo de permanência do atacante).

  2. Conformidade (LGPD): Se houver vazamento de dados, você precisa de um relatório técnico detalhado. O CSIRT faz isso.

  3. Preservação da Reputação: Responder a um ataque de forma organizada transmite confiança para o mercado e para os clientes.

Conclusão

O CSIRT é a prova de que em cibersegurança a pergunta não é se você será atacado, mas quando. Ter essa equipe de prontidão é a diferença entre um incidente que vira uma "história de superação" e um que vira a manchete de falência do jornal.

E na sua empresa? Já existe um plano de resposta a incidentes ou vocês ainda estão contando com a sorte?

Por Dário Brito

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